domingo, 19 novembro 2017
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No Brasil, somente 58% dos jovens terminam o Ensino Médio

EDUCAÇÃOObservando os de condição socioeconômica mais baixa, os números são ainda mais alarmantes: menos de 30% deles concluem essa etapa da Educação Básica, enquanto entre os mais ricos a porcentagem é de 85%. O diagnóstico é de um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) divulgado na semana passada e intitulado “Vamos lá, Brasil! Por uma nação de jovens formados”.

A base de dados do levantamento foi uma série de oito pesquisas domiciliares em países latino-americanos com foco no público entre 13 e 15 anos. O recorte levou em conta os sistemas de ensino que participaram do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), destacando o desempenho das oito nações que estão no terço inferior do ranking da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). As posições do Brasil na última edição, de 2012, foram: 59ª em ciências, 58ª em matemática e 55ª em leitura, entre 65 países. Dos participantes latinos, o melhor colocado é o Chile, com uma média em ciências que o coloca na 46ª posição.

O BID destaca que os jovens mais pobres da América Latina não chegam, em média, a completar nove anos de escolaridade – a situação é pior nas zonas rurais.“A falta de recursos econômicos e de inclusão para as crianças de diferentes origens e habilidades continua a ser uma barreira para a Educação”, afirma o relatório da entidade.

As disparidades aumentam quando se observa a situação dos indígenas latinos: de 40% da população entre 12 e 17 anos está fora da escola. Já entre as crianças e adolescentes com deficiência, a estimativa é de que 20% entre 30% deles estejam matriculados regularmente – os dados não são precisos.

Prevenindo a evasão
O estudo destaca alguns progressos na América Latina, apontando que, nas últimas décadas, a escolarização líquida subiu para 76% – em 1990, era de 49%.

Para o BID, a solução do problema está na prevenção da evasão. Entre os “sintomas” que indicam um estudante com potencial de deixar o Ensino Médio estão: assiduidade, aprovação nas disciplinas e comportamento em sala de aula. Assim, com a identificação dos estudantes e dos problemas, a entidade destaca que esses jovens devem receber acompanhamento individual e atenção apropriada à sua especificidade.

O relatório destaca políticas públicas do continente que evitam que os jovens abandonem a escola, como o Sistema de Alerta Precoce (Siat) do México, que contém dados como notas e faltas, possibilitando identificar alunos propensos ao abandono escolar antes mesmo de eles deixarem o colégio. Outro exemplo é a campanha argentina “Ponele título a tu secundario”, promovida pela Presidência da República e pelo ministério da Educação do país, com o objetivo de fazer com que alunos do último ano do Ensino Médio e aqueles que já o terminaram obtenham e busquem diplomas, concluindo formalmente a etapa.

Por: Todos Pela Educação

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